Bombs All the Way!! – Report 3a Etapa Liga Brasiliense

Bom dia pessoal! Tivemos a 3a etapa da Liga Brasiliense e antes de lermos o report feito pelo campeão Leo, eu vim trazer alguns dados interessantes.

Como será comentado abaixo, o Leo levou um esquadrão o qual ele tem uma expertise como poucas pessoas que já tive a honra de ver, 2K. E dentre os 16 participantes dessa etapa, ele foi um dos 7 pilotos rebeldes que estavam acompanhados de outros 7 imperiais (um deles entrando no Top 4) e apenas 2 pilotos da escória, como podem ver no gráfico.

 

 

Além disso, desta vez gravamos algumas partidas para ver qual seria a recepção, e planejamos melhorar futuramente, colocar um Overlay ou algo no gênero.

Aqueles que quiserem participar de nossa liga, a próxima etapa será no dia 27/08! Sintam-se convidados para comparecerem e jogarem com nós!

Agora vamos ao report do Leo!

 

E aí, pilotos? Tudo certo? No domingo, dia 30 JUL, aconteceu a 3ª Etapa da Liga Brasiliense de X-Wing, na Ludoteca BGC. Mais uma vez foi um ótimo evento! Clima agradável e amistoso, como sempre são nos eventos da Brotherhood Mortalis. Sempre ótimo encontrar os amigos pra uma tarde de diversão e competição saudável!

Os detalhes do torneio estão no Juggler aqui

Algumas partidas foram filmadas, e podem ser assistidas no YouTube aqui

Tive a sorte e a felicidade de sair vencedor em meio a 16 pilotos. Alguns bem experientes. Outros, novatos, enfrentando o desafio do primeiro torneio.

Meu primeiro desafio foi escolher o esquadrão. Por algum motivo, estava mais indeciso que de costume. Cogitei montar algo com a Rey, pois adquiri recentemente os Heróis da Resistência. Cogitei um swarm rebelde, como na última etapa. Na última hora, não pensei muito e escolhi um esquadrão com o qual joguei bastante no último ano, formado por duas K-Wings. Bombas e mísseis! Segue a configuração:

Minha Lista:

Miranda Doni — K-Wing
Twin Laser Turret
Advanced SLAM
Rey
Extra Munitions
Homing Missiles
Cluster Mines
Thermal Detonators

Warden Squadron Pilot — K-Wing
Twin Laser Turret
Advanced SLAM
Sabine Wren
Extra Munitions
Conner Net
Cluster Mines
Thermal Detonators

Total: 99 pts

“Ah, Leo, mas e a Bomblet? Agora tem Bomblet! Cadê a Bomblet? Mimimi põe a Bomblet!”, questinaram-me :D. Bom, nesse KK não abro mão de ter no Warden, além de uma bomba de movimento, a Conner e a Cluster. É possível fazer uns bons combos com as duas. E não abro mão de ter uma bomba de ação e outra de movimento na Miranda. Logo, não cabe a Bomblet, já que ocupa dois slots.

KK é um time legal de voar, versátil e com recursos interessantes. Porém, é frágil. Costumo dizer que não há meio termo com ele. Ou você vence de forma maiúscula, ou perde miseravelmente. Uma K que cai, por vezes em um round de ataques mais fortes, leva metade de seus pontos. Mas seguindo uma linha segura, mantendo a distância, amaciando as naves adversárias com os TLTs e escolhendo o momento certo para se aproximar e passar as bombas, é possível ter bons resultados. O míssil de 5 dados da Miranda, que geralmente maximiza com mira e foco da Rey, ajuda bastante em situações em que é possível partir pro joust.

Com esse esquadrão, em geral, prefiro jogar em campo fechado com obstáculos grandes, tentando atrair o adversário para dentro dele. O plano padrão é tentar, desde o início, colocar a Miranda em posição de ser perseguida, largando as bombas de movimento. Warden, de PS mais baixo, começa no meio. Vai para o lado oposto aos perseguidores da Miranda, flanqueando e, quando há oportunidade, se aproxima largando bombas com o Adv SLAM. Mas, claro, dependendo do esquadrão adversário e do andamento da partida, esse plano vai se alterando. Vamos ver como foram as partidas, então.

Jogo 1: A score to settle!

Na primeira rodada, enfrentei o saudoso Matheus Angelini! Jogador antigo, mas que não tem jogado com muita frequência. Entretanto, quando aparece, é para beliscar bons resultados, como o vice-campeonato da 2ª etapa. Ele viria a me lembrar, no fim do jogo, que a única vez que nos enfrentamos em torneios fora em DEZ 2015, ocasião em que sofri para ele minha única derrota. Logo, tínhamos contas antigas a acertar! 😀

Matheus veio com uma dupla da escória formada por Asajj Ventress, pilotando a Shadow Caster, e Kath Scarlet, pilotando uma Firespray com HLC e com Dengar como tripulante. As ameaças de estresses e tractor beam da Assaj, aliados a ataques pesados da Kath poderiam me causar problemas. Os obstáculos ficaram fechados em meu campo. Miranda voava pelo meio deles, trocando tiros a distância 3 com a Assaj. Kath se aproximava pelo lado oposto, indo de encontro ao Warden. Comecei a virar a Miranda para Kath, visando soltar um míssil, mas não houve alcance para tal. No próximo round, provavelmente. Warden tomou um tiro pesado de HLC, devolveu com TLT e já estava próximo o suficiente para bombardear a Kath. Foi o que aconteceu, mas de uma forma inesperada. Warden, com ajuda do Adv SLAM, lançou uma Conner em cheio sobre a Kath. Matheus, preocupado com a bomba que tomaria, manobrou na tentativa de desviar, mas acabou ionizado e com sua Firespray voltada para a borda do tabuleiro. Não havia como escapar da lançá-la para fora no próximo round… 🙁 A saída precoce da Kath praticamente definiu a partida. Assaj foi tomando TLTs continuamente e acabou perecendo para um ataque forte de míssil da Miranda.

Jogo 2: Tijoladas!

Na segunda rodada, tive o desafio de enfrentar o Ricardo Saldanha, especialista em listas scum com naves fortes e de ataque violento. Desta vez ele trouxe o Bossk, pilotando a Hound’s Tooth (sim, YV com título) munida de Hoaming Missiles e Guidance Chips, tripulada por 4-LOM e um Droid K4, além de possuir Crack Shot como talento de elite. Como acompanhante, estava Kath Scarlet na Firespray, também de Homing e Guidance, Dengar como tripulante, Crack Shot e Gliterstim. Tijoladas! Esses mísseis concentrados derrubam uma K direto, visto a habilidade do Bossk e as mecânicas para maximização do ataque e cancelamento das defesas. Segui o plano padrão. Warden pelo meio. Miranda na ponta, de frente para as naves do Ricardo, que saíram uma atrás da outra. O início foi estudado. Ricardo atrasou a entrada em meu campo. Eu também não avancei, dando voltas com as Ks em torno dos obstáculos (Miranda Mirandinha… Warden Wardenzinho…). Após algumas rodadas, Kath entrou no alcance das Ks. Bossk permaneceu distante. Kath acabou recebendo um míssil cheio da Miranda e os TLTs do Warden. Mas também machucou o Warden com um Homing maximizado pela mira, Glitter e Guidance, além de zerar minha defesa com Crackshot. No próximo round, Kath colocou-se de costas para aproveitar sua habilidade, ao prejuízo de manter-se estressada. Bossk preparava-se para entrar em combate. Kath não resistiu a um segundo míssil maximizado da Miranda. A partir daí, Bossk começou a ser minado pelos TLTs, mas conseguiu finalizar o Warden, usando míssil, sua habilidade de piloto, as diversas modificações de dado e as mecânicas que impediam minhas defesas. Miranda, entretanto, já se posicionava atrás de sua Hound’s Tooth, o que é um baita problema. Sua limitada capacidade de virar torna a nave pouco útil nessa situação. Mais alguns rounds e a YV foi destruída com Bossk dentro. Só que não! Enquanto eu respirava aliviado, a surpresa. Esqueci-me do indecoroso título! Eis que o ardiloso lagarto escapa, ejetando-se em sua Nashtah Pup e deixando os destroços de sua YV para trás! Bom, segue o jogo. Miranda ainda tinha considerável quantidade de vida. Bossk precisou fazer uma manobra Koiogran para manter-se na ofensiva. Miranda aproveitou o a situação e deixou Clusters prontas para serem sobrepostas por ele no round seguinte. Miranda causou algum dano ao Bossk, e também levou. Mas as Clusters fizeram o trabalho e finalizaram o lagarto no round seguinte. Grande partida com o Ricardo! E o incomum placar de 101 pontos para mim! Contra a 46 do Ricardo.

Jogo 3: Desafio… Pedra no caminho!

Na 3ª rodada, grande desafio. Enfrentei o grande camarada e companheiro de treinos, Sérgio Pedrinha. Jogador forte, experiente, detentor de títulos e semifinalista do nacional (ele não gosta de ser elogiado assim! :D). Sérgio trouxe uma lista com a qual está bem acostumado. Conhecida como Palp-A.Holes, é formada pelo Omega Leader, Inquisitor, Imperador Palpatine a bordo Lambda pilotada pelo genérico Omicron, além do incômodo Wampa numa Tie Fighter. Bom, é verdade que uma lista de Ks bombardeiras tem um matchup positivo contra aces imperiais. Mas, dada a qualidade do adversário, era necessária concentração do início ao fim. Com esta lista em especial, ao enfrentar aces de PS 8, como a Miranda, sempre me bate a dúvida sobre a iniciativa. Mover antes para largar as minas melhor? Ou mover depois para mirar e disparar o Homing? Experiências anteriores me levaram a passar a iniciativa e priorizar o míssil. Mesmo andando depois, Miranda permanece perigosa com as minas, além do que, Warden estava lá pronto para lançá-las movendo-se primeiro, se necessário. Os asteroides ficaram parcialmente fechados. Warden saiu no meio. Miranda pela direita. Sérgio posicionou suas naves separadas. Apenas Lambda e Wampa estavam juntos, à minha esquerda. Mas, logo de início, virou as naves que estavam sozinhas na direção do Imperador e juntou o esquadrão. As Ks também se juntaram e iam vagarosamente de encontro ao esquadrão imperial pelo centro. Sérgio mantinha suas naves distantes, fazendo piruetas para fora, aguardando oportunidade de se aproximar de modo a minimizar o risco de ter uma bomba solta à sua frente. Inquisitor acelerou e preparava-se para flanquear. Escondeu-se atrás de um obstáculo para minimizar o dano do míssil, que certamente receberia. Lambda, Omega e Wampa vinham de frente, mas ainda cautelosos. Inquisitor recebeu um Homing maximizado da Miranda. Com a obstrução, Palp e Autothrusters, conseguiu desviar de 4 acertos. Impossibilitado de usar evade, perdeu um escudo. Warden recebeu ataques (não me recordo quantos), mas tirou um casco do Wampa com TLT. A esta altura, a mira incômoda do Omega já estava no Warden. No round seguinte, Inquisitor preparou-se para atacar pelo flanco à minha esquerda. Miranda virou-se para ele na tentativa de lançar outro míssil. No entanto, ficou próxima o suficiente para fazer o SLAM e lançar-lhe uma Cluster. Mesmo fazendo uso da Força do Imperador para amenizar um dano das minas, Inquisitor caiu. Warden havia se afastado, a fim de não tomar um ataque forte e concentrado da Lambda, Wampa e Omega. Já se posicionava para lançar Thermals em quem o perseguisse. Mais uma vez, sofreu danos, mas também causou algum com TLT. O jogo seguiu com Wampa caindo para ataques de TLT, devido aos poucos pontos de vida que possui. Omega Leader, que minava a vida do Warden de longe, acabou caindo para o último míssil da Miranda. O Imperador, sozinho, sofreu muitos danos de Thermal e TLTs, acabando também por não resistir. Warden ficou perto de cair, mas resistiu. Sérgio e eu já conversamos bastante sobre as Ks bombardeiras. Ele é um defensor que de que deve haver um nerf nessa mecânica. Não considero tão forte assim, mas devo concordar que um time de aces de poucos pontos de vida tem muita dificuldade nesse matchup.

Jogo 4: Please, don’t show me de Dark Side!

Na última partida, meu oponente foi o saudoso Bruno Pires! Assim como Matheus, é jogador antigo, mas aparece pouco para jogar devido aos diversos compromissos. Pessoal desconfia que Bruno e Matheus andam praticando juntos para surpreender a galera nos torneios! Hehehe! Foi o que aconteceu. Bruno chegou invicto à última rodada pilotando muito bem a Decimator do Chiraneau, com Kylo e o Imperador como tripulantes, e a Tie SF da Quickdraw. Confesso que fiquei intimidado e sem confiança frente a um Deci-Kylo-Palp, um dos matchups mais temidos da atualidade. Como escapar do Dark Side imposto pelo Kylo com duas naves de tão fraca defesa e PS mais baixo? Bom, precisava tentar. Os obstáculos ficaram parcialmente fechados. Eu queria que o Chira tivesse dificuldades de manobrar pelo meio. Warden começou no meio. Miranda na esquerda. Bruno posicionou as naves à minha direita. Fiz minhas Ks se encontrarem na esquerda, usando SLAM. Bruno veio acelerado, com Chira pela minha direita e Quick pelo centro. Na segunda rodada, problemas já. Warden, com arma desabilitada, ficou a distância de tiro das duas naves imperiais. Impressionante como a Decimator chega longe com o impulso. Sofreu danos importantes sem compensação. Miranda já se punha a encarar Chira de frente. Se Kylo me impede de atacar, taco mina então! Warden preparava-se para encarar a Quick de frente também. Miranda acelerou e fez Chira sobrepor três tokens de Cluster. Com sabine, 5 danos entraram. Apesar da Miranda estar ao lado do Chira, Bruno preferiu focar no Warden. Kylo e Piloto Cegado nele. Sofreu ataques pesados das duas naves inimigas e não pôde devolver. Já sucumbia. Ao menos, estava à distância de lançar uma Cluster na Quick. Foi o que aconteceu no round seguinte. Dois tokens entraram em cheio. O terceiro entraria após a manobra. E Warden ficou fora do arco da Quick, evitando seu contra-ataque. Rolados dados dos dois primeiros tokens, 4 danos entraram com Sabine. Aí Bruno mostrou ser o homão da bagaça toda! Disposto a derrubar o Warden com os ataques do round, decidiu guardar o Palp para o ataque e NÃO USÁ-LO NOS DADOS DO ÚLTIMO TOKEN DA CLUSTER, arriscando perder a Quick se rolasse dois acertos! 8O! Tambores rufaram, rolaram-se os dados: ZERO ACERTOS! Alívio do Bruno. Restou-me o lamento… Miranda deixou uma Thermal que acertaria o Chira. Como esperado, Warden caiu. Os TLTs da Miranda fizeram a vida do Chira chegar à metade. Agora, a condição de vitória era derrubar Quickdraw e deixar Miranda viva. Brigar com Chira seria mais arriscado. Miranda disparou em caça à Quickdraw, que fugia, enquanto Chira dava uma grande volta para retornar ao combate. Demorou, mas Miranda alcançou a Quick. Contudo, Chira já estava perto para defender. Entrou ataque pesado do Chira a range 1. O segundo Piloto Cegado já fora aplicado na Miranda em round anterior. Ela poderia, pois, atacar nesse. Bateu a dúvida. Chira estava com 4 de vida. Um ataque de 4 dados, queimando escudo, poderia derrubá-lo. Quick estava sem foco. Dois TLTs entrando, derrubaria. Apostei na Quick. Escolha certa? Nunca saberei… Primeiro TLT entrou. O segundo não tinha modificadores. Queimei escudo. TLT de 4 dados. 2 acertos. 1 desvio. Caiu a Quick. Ufa! A partir daí, Miranda disparou desesperada pela vida! Seguidos SLAMs de 3! Chira precisou dar outra volta grande para alcançá-la. Alcançou-a no último round. Atacou-a de longe. Precisava tirar 3 de vida dela. A chance não era grande, como era minha tensão na hora. O ataque não foi capaz de derrubar a K. Placar final, 66-46, numa grande, grande partida! Apesar da tensa disputa, o jogo transcorreu num clima bem descontraído. Bruno é um grande cara, e foi um prazer disputar a partida final com ele!

E essa foi minha campanha! Feliz por ter vencido essa etapa em meio a tão bons pilotos. As etapas da liga têm sido muito boas! Diversidade de esquadrões, ótimas partidas e só gente bacana! Que continue assim nas próximas!

Talvez eu esteja despedindo-me do KK, caso o comentado nerf do SLAM se confirme (espero que não).

Um abraço!

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