Report de jogo: Taça UAI-WING BH Etapa 6 – 24/06/2017

Caros Pilotos,

Sejam muito bem vindos.

Hoje farei um relato da Sexta Etapa da Taça Uai-Wing BH, que aconteceu em 24/06/2017 no Clubenerd, onde participaram 24 jogadores, disputando 4 rodadas na modalidade Suíça.

 

Introdução:

Esta etapa ficou marcada pela grande quantidade de jogadores Rebeldes, e também pelos expressivos resultados da facção.

Com 13 representantes, a facção Rebelde representou 54% de todas as listas do torneio, enquanto Império teve 6 jogadores e Escória apenas 5 jogadores.

Novamente foi um torneio muito especial para nossa Inconfidência Rebelde, pois tivemos um impressionante resultado, colocando 04 pilotos dentro do TOP5.

TOP 5:

Posição Jogador Facção Lista Resultado MOV
1 Marcelo Barbosa Rebelde Dash Miranda 4-0 668
2 Hamilton Baeta Império Whisper, Echo e Dark Curse 3-1 612
3 Guilherme Noronha Rebelde Bonde dos Travecos 3-1 588
4 André Landre Rebelde Dash Miranda 3-1 578
5 Douglas Kataki Rebelde Miranda, Biggs, Jess 3-1 574

 

A lista completa com todas as builds, os resultados e os confrontos encontram-se no Juggler!

Listas dos Inconfidentes:

Marcelo Barbosa – Dash Miranda:

 

Guilherme Noronha – Bonde dos Travecos: (mais detalhes no Report da 5a Etapa)

 

Andre Landre – Dash Miranda

 

Douglas Kataki – Miranda, Jess Pava e Biggs

 

Análise dos Jogos:

Primeira Rodada:

Marcelo Barbosa x Hamilton Baeta

Em meu primeiro jogo, peguei logo de cara uma pedreira! O Hamilton vem despontando nos últimos campeonatos como um grande piloto, que eu sabia que havia treinado muito com esta lista.

Além disto, meu primeiro jogo na vida, contra uma Whisper, havia sido contra o Hamilton, e eu me lembrava de ter levado uma surra…

Voando com Whisper PS9 e Echo PS8 suas naves eram muito imprevisíveis, o que dificultava bastante o jogo do Dash e as bombas da Miranda.

Minha estratégia era usar o Slam da Miranda para circular o time adversário, enquanto o Dash também acumularia o máximo de focos possível com a Rey, antes de entrar em combate..

Porém o Hamilton começou a encurralá-lo rapidamente usando a velocidade da Whisper e Echo, não dando tempo para que eu acumulasse tantos focos. Essa agressividade, me obrigou a executar uma manobra inesperada com o Dash, o que com um rolamento, consegui forçar o Bump da Echo que perdeu suas ações e principalmente seu cloak, o que atrasou bastante o jogo do Hamilton.

Este turno foi fundamental para meu jogo pois a Whisper acabou levando dois danos no tiro do HLC do Dash.

Porém, as Tie Phantoms são caçadoras implacáveis, e por fim conseguiram encurralar o Dash no canto do Mapa.

Enquanto isto a Miranda flanqueava o time adversário, usando seu TLT para minar a vida das naves inimigas;

Ao final, após o Dash cumprir seu papel, sobrou a Miranda ainda com dois escudos, contra a Echo avariada já sem escudos. Resolvi circular pela Borda e acabei encaixando uma Bomba que me deu a Vitória.

Vitória! 100 x 52

Outros Jogos dos Inconfidentes:

  • Andre Landre 100 x 0 Lucas Campos que jogava de Dash Corran
  • Guilherme Noronha 100 x 40 Leandro Freitas que jogava de Ketsu Onyo e Kath Scarlet
  • Douglas Kataki 100 x 0 Cleiton Souza que jogava de Dash Miranda

 

Segunda Rodada:

Marcelo Barbosa x Douglas Kataki

O pareamento acabou me colocando de frente contra outro inconfidente, o Douglas Kataki, que além de companheiro de treino é um dos melhores pilotos de MG. Sua lista consiste numa Miranda configurada com ordenança, Biggs e Jess Pava, build esta em que o Nand Torfs jogou no mundial e foi vice-campeão.

Minha estratégia começou na colocação de asteroides, pois imaginava que ele começaria na lateral do mapa e tentaria achar uma brecha para dar engage pelo centro, e desta forma usei os asteroides para limitar essa movimentação.

Minha Miranda começou no lado esquerdo e Dash na direita. Novamente a Miranda começou a circular o mapa enquanto Dash acumulava focos na Rey. O Kataki, conseguiu encontrar uma brecha no meio dos asteróides para fazer o engage, mas eu utilizava os rolamentos do Dash para evitar os ataques e trazer as naves do Kataki para o meio dos asteróides.

O ponto alto da partida, foi a Movimentação da Miranda quando encaixou uma Cluster Mines na frente do Biggs, e uma Thermal na Miranda inimiga na outra rodada.

Infelizmente não era o jogo do Kataki, ainda mais quando ele zerou um tiro de Plasma Torpedos na minha Miranda, sendo que a nave dele fatalmente cairia na sequência, onde ele preferiu entregar o jogo e descansar para as próximas partidas.

Vitória! 100 x 0, e 2-0 no Campeonato.

 

Outros Jogos dos Inconfidentes:

  • Andre Landre 100 x 0 Rafael Gripp que jogou de Omega Leader, Inquisitor e Major Stridan
  • Guilherme Noronha 100 x 0 Pedro Raia que jogou de Dash Rendar e Lothal Rebel

 

Terceira Rodada:

Na terceira rodada, tínhamos três inconfidentes 2-0, mas felizmente não nos enfrentamos.

Marcelo Barbosa x Giovanni Diniz

O Giovanni é conhecido por jogar com builds incomuns, e desta vez não foi diferente. Ele estava jogando com um time de Attanni, constituído pelo Fenn Rau, Boba Fett e KaaTo Leeachos.

 

A sinergia do time dele consistia no Kaato “roubar” um token de foco do próprio time e devolver com Attanni.

Desta vez comecei com Dash no lado direito e Miranda no esquerdo, de frente para o time adversário, porém trouxe a Miranda para o Lado do Dash, fazendo com que ele avançasse pelo canto em direção ao lado oposto do mapa.

O Giovanni virou o time dele para o meio do mapa, manobrando pelos asteróides, tornando o engage no Dash inevitável. Isto fez com que eu virasse minha Miranda também para o meio, flanqueando o time dele.

Em um dado momento,  o Giovanni tinha duas opções, sendo uma delas caçar o Dash com todas as naves, e a outra virar o Boba e Kaato para o lado da Miranda, deixando Fenn Rau lidar com Dash. Prevendo isto, preferi virar minha Miranda para o lado menos óbvio, o que fez com que ela saísse dos arcos das duas naves do Giovanni e deixando o Dash em posição favorável de tiro contra o Boba Fett.

Enquanto a Miranda e o Dash drenavam os pontos de vida do Boba, o Fenn Rau caçava o Dash no canto do mapa, deixando-o também em apuros e com pouca vida.

O Dash tentava fugir, enquanto eu posicionava a Miranda pro Slam + Cluster para matar o Fenn Rau. Porém o Giovanni resolveu caçar a Miranda com o Boba Fett, manobrando pro lado dela, o que foi um grande erro, pois levou uma Thermal que além de abatê-lo, deixou seu time estressado em posição desfavorável para o próximo turno.

Naquele momento, lembrei dos ensinamentos do Mestre André Landre, e forcei um Bump no Fenn Rau, que com dois TLTs e uma Cluster  acabou caindo para a Miranda. (Valeu André!!!)

Mais uma vitória suada! 100 x 26, e um inédito 3-0 que eu nunca antes havia conseguido em torneios.

 

Outros Jogos dos Inconfidentes:

  • Andre Landre 100 x 48 Alex Buck que jogou de Kannan, Zeb e Stresshog
  • Guilherme Noronha 100 x 26 Denis Marco que jogou de Rey e Miranda Doni
  • Douglas Kataki 100 x 0 Marcos Vinícius que jogou de Corran, Sabine (Tie) e Green Squadron Pilot

 

Quarta Rodada:

A quarta rodada começaria com três inconfidentes 3-0.

 

Marcelo Barbosa x Guilherme Noronha

O pareamento inevitavelmente me jogou de frente contra outro colega de Inconfidência Rebelde o Guilherme Noronha, enquanto o Andre Landre que também estava 3-0 foi pareado contra o Douglas Kataki que estava 2-1. Ou seja, o campeão naquele momento já era um Inconfidente que ficaria 4-0!

O Noronha, chegava para este campeonato como o Campeão defendendo título, e vinha muito confiante para esta última rodada. Sua Build, conhecida como o Bonde dos Travecos, é muito difícil de enfrentar, pois tem muitas mecânicas de controle.

Na colocação dos asteroides, tentei poluir ao máximo o meio do mapa, para atrapalhar a movimentação dele tentando separar o mini-swarm. Comecei com a Miranda no lado Direito e o Dash no lado esquerdo, e minha estratégia era simplesmente fugir à todo custo, juntando o máximo de focos na REY, evitando o Joust contra o Swarm dele e comendo pelas beiradas quando desse com HLC e TLT.

Era fundamental fugir do Stresshog, principalmente com a Miranda, pois o double stress seria seu fim.

O primeiro engage demorou uns 30 minutos para acontecer, quando a Miranda já havia atravessado o mapa, o Dash estava no lado direito em meia altura, e o Swarm no meio do mapa virado para o Dash.

Neste turno, o Noronha resolveu virar todo o Swarm para o lado da Miranda, porém eu já havia previsto essa movimentação e planejei um slam que deixou a Miranda suscetível somente ao ataque do Rex a range 3. Ao mesmo tempo, fiz uma curva com o Dash que me colocou em posição de tiro contra o time do Noronha, e resolvi caçar o Thane.

Naquela rodada, deixei o Thane em apuros, e sem Shields, e o Dash nas costas do time adversário e com uma pilha de focos na Rey, porém a Miranda estava em posição desconfortável sendo flanqueada pelo Rex e Thane de um lado e Stresshog e Jess Pava de outro.

Meu planejamento para este próximo round precisava ser impecável, pois sabia que o Noronha utilizaria o Rex para tentar um Bump na Miranda o que com certeza faria com que ela morresse.

Dito e feito, o Noronha fez uma manobra curta com o Rex e um rolamento prevendo um dois fechado ou um dois aberto com a Miranda, porém eu havia feito um 3 aberto que passou por um cabelo de minhoca! Usei um Slam para sair do arco da Thane e salvar minha Miranda que não sofreu ataques naquele turno.

Enquanto isto havia posicionado o Dash para outro tiro no Thane, o que o deixou com 2 de vida. Surpresa foi que o Stresshog, fez um k-turn e embora não tinha distância no Dash, ameaçava-o claramente para as próximas rodadas.

No próximo round, deixei uma surpresa pro Rex, uma thermal que o deixou com 1 de vida, porém a Miranda começava a ser caçada pelo adversário. Ao mesmo tempo, a Y-wing colocou-se em posição de tiro contra o Dash, que não atacaria neste turno pois fiz um rolamento para cima do asteroide, mas que infelizmente não foi suficiente para evitar o ataque, e finalmente o Stresshog conseguiu estressar alguém. A coisa começava a desandar pro meu lado…

No próximo round precisava fazer algo diferente, pois a Miranda estava sendo caçada, e o Dash com double-stress e sem ações. Resolvi virar a Miranda pra cima do time adversário, preparando para uma futura bomba e evitando que ficasse em posição de receber stress duplo da Y-Wing, porém isto a deixou em range 1 da Jess Pava e do Stresshog. Conclusão: Miranda sem Shields e com um stress.

O jogo estava muito desfavorável para mim naquele momento. O Dash estava quase meiado, sendo caçado pelo Stresshog, que virou para seu lado, e a Miranda encurralada. Teria que tirar aquele Stress sem sofrer bump do Rex, o que era bastante difícil. Optei pelo dois reto, que caso passasse me deixaria em posição confortável para um Slam, ou mesmo uma bomba.

Consegui movimentar sem bumpar, mas fiquei colado no Rex, e na linha de tiro da Jess Pava. Optei por um Slam para evitar o ataque do Rex e distanciar da Jess Pava, posicionando melhor para o próximo round, porém a Jess Pava com seu Pingashot (Crackshot) acertou 2 tiros e um crítico na Miranda (Tiro direto) que a deixou com 1 de vida,  para o último round da partida.

Então eu estava, no último round, com a Miranda com 1 de vida e encurralada na lateral do mapa, e o Dash do outro lado, com 2 shields e sendo caçado por um Stresshog. Somente um Milagre, ou um vacilo tiraria o jogo das mãos do colega Inconfidente “Norooooonha do S-wing”, ou de no mínimo um final salvo.

Minha única chance era conseguir sobreviver com a Miranda, levando o Thane que valia mais do que a metade do Dash, caso ele não conseguisse tankar os ataques da Y-wing.

Portanto optei pela manobra de maior distância possível, com Dash, para defender com mais dados ao ataque primário do Stresshog, e torcer para um ataque fraco do TLT.

Para o Noronha, bastava levar a Miranda, e pra isso ele resolveu virar a Jess Pava para cima de forma agressiva, enquanto virou o arco traseiro do Thane também para cima. O Rex tentou fazer uma manobra fechada, mas acabou trombando no Thane.

Porém, o Noronha tinha tanta certeza que eu fugiria com a Miranda para cima, que ele esqueceu de se proteger contra minhas bombas. Dropei minha segunda Thermal e virei a Miranda para o lado, longe dos arcos de todas as naves e quase saindo do mapa.

A Thermal acabou pegando tanto no Rex com 1 de vida, quando no Thane com 2 de vida, ou seja:

A bomba derrubou as duas naves, e como a Jess Pava não tinha arco na Miranda, e metade do Dash vale menos do que as naves que caíram, a inesperada vitória já estava Garantida!

Final: Vitória 46 – 0 e Campeão!!

Conclusão:

O torneio foi muito bom e mais uma vez com uma boa quantidade de pilotos. Todos os jogos foram muito disputados e divertidos. O desempenho dos Inconfidentes mais uma vez foi excelente. E o melhor de tudo, o título ficou em mãos Rebeldes!

Especificamente sobre o meu desempenho, comecei a jogar X-wing em meados de Dezembro 2016 e portanto nunca esperava ganhar uma Etapa do Uai-Wing tão cedo, ainda mais com a grande quantidade de pilotos de alto nível que temos em BH. Porém diferente das outras vezes, eu realmente estava com mais esperanças de um resultado melhor, por três motivos:

Primeiro pois, após o mundial, eu havia decidido parar de tentar jogar com times fora do meta para jogar com builds mais competitivas.

Segundo pois havia assistido e estudado praticamente todos os jogos que encontrei no Youtube sobre Dash e Miranda, além de ter realizado muitos jogos com este time e/ou variações de times contendo estes pilotos.

Terceiro, e mais importante, pois encontrei uma Build, e principalmente uma nave (K-Wing), muito divertida de jogar, o que deixou tudo mais fácil. “BOMBS!!!”

Em resumo: Escolha um bom time, que você goste de jogar e que seja divertido, e treine bastante com ele! Seu esforço será recompensado!

Um Abraço, e que a força esteja conosco!

 

 

 

2 comentários em “Report de jogo: Taça UAI-WING BH Etapa 6 – 24/06/2017

  • 07/04/2017 em 10:20 am
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    Mais uma vez, parabéns pelo resultado. Segundo, parabéns por ter encontrado o time que te faz gostar de voar.

    Lembro dos meus treinos com as defenders e a bombear. Apesar de todas as críticas, eu gosto de voar com essas naves e os resultados foram a prova que estava no caminho certo. Foi uma formação que se adequou ao meu estilo. Dei umas férias pro mesmo porque foram 8 meses de treino e partidas só com elas. Estava desgastado e precisava explorar novas ferramentas.

    Continue nesse caminho.

    Resposta
    • 07/04/2017 em 12:52 pm
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      Acho que isso é o mais importante: achar um time que você goste de voar!

      Resposta

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