De Coruscant a Endor, ou: Jogando 3 regionais em 3 semanas!

Com a aproximação do nacional de 2017 e os regionais, o grupo do Red5 decidiu jogar os eventos fora do Rio. Optamos por jogar em Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte – Brasilia também estava no roteiro, mas a indefinição pela data do local sacramentou BH.
O relato abaixo e sobre os regionais que joguei, Rio de Janeiro,São Paulo e Belo Horizonte: o que brincamos que foi o X-Wing Pro Tour 2017.
A lista que usei foi uma bem popular pre-FAQ, usando Palpatine e Defenders. O Vitor Naja e eu fizemos mais de 20 partidas treino para primeiro fechar a lista, para, depois, jogar exaustivamente com ela. Era um Palp Defenders clássico, com Palpatine a bordo de uma Lambda, Ryad e Col. Vessery. A  vantagem desta lista é que tem durabilidade alta, bate forte e tem pilot skills medianos, acima dos famigerados uboats e perdendo somente para os aces mais altos. A sinergia entre as defenders é grande, e ao trazer a lambda para a mesa, temos eventuais 9 dados de ataque sendo rolados. Após a escolha, vieram as semanas de treino… jogamos contra tudo do meta: RonCon, Hotshot Chirpy, Ghost e alas, Paratanni, Bumpmasters, U-Boats, Rebel Regen… nunca me preparei tanto para um torneio, e os resultados mostraram isso! (Em breve publicarei uma análise dos Palp Defenders no cenário atual).

 

Regional RJ 2 – 21/01/2017

 

No regional 2017 anterior, com meta Galapagos, havia perdido na semifinal para o swarm do Luis Gumensoro, campeão do evento. Neste, estava decidido a repetir a façanha. Vieram de São Paulo jogadores que já conheciamos da internet, mas eu não pessoalmente: Daniel Jobz, Leandro Voliotis e Tadeu Moreno, o que engrandeceu o torneio.

 

Fiz um suíço excelente, terminando em primeiro lugar, empatado com o Jobz em número de vitórias (5 de 5) mas a frente no MoV. As partidas foram ótimas e contra squads que havia treinado contra; tudo estava dando certo. O destaque fica para a partida contra o amigo Leandro Voliotis, pilotando Chiraneau com hotshot e vader, junto com a Condessa Ryad. Fiz um engage perfeito, dando dano a range 3 na Decimator, a deixando com 8 de vida. Na sequência do engage, apliquei 8 acertos na Ryad inimiga, com ela não defendendo absolutamente nada! Cheguei a levantar e apertar a mão do meu amigo – rolar 6 blanks é doido demais. Fui para as quartas de final contra o Leonardo Parracho, que estava de rebel swarm com stressbot. Apesar do stress, venci, indo para as semifinais, repetindo a performance do regional anterior. Peguei na semi o Rafael Moulin, com uma versão de Fenntastic Beasts que chamamos de Moulink. O havia derrotado no suíço, mas desta vez não consegui repetir a façanha, perdendo por meia Jumpmaster.

 

Fiquei entre os Top-4 do RJ, igual ao primeiro regional RJ 2017. Estava feliz com as miçangas, réguas e dados, e mais confiante para o que sabia que seria o grande desafio do ano: Regional SP.

 

REGIONAL SP – 28/01/2017

 

Um regional com 70+ jogadores, o maior da América Latina. Os melhores jogadores do Brasil. Isto é o que me aguardava, e estava pilhado! Todos os jogos do suíço foram excelentes, mas vale lembrar de quatro: minha quinta partida, em que derrotei meu colega de treino Bruno Pugliese, que estava de rebel regen, fortíssimo, com Miranda e Corran Horn. O jogo foi perfeito, engage encaixado como eu queria e um kill box letal: Corran Horn fora despachado sem conseguir dar dano, e Miranda destruída logo depois – infelizmente, nesta partida eliminei meu amigo do torneio, mas é como diz  Connor McLeod – Só pode haver um! Quem ganhasse de nos passaria para o Top8… coisas do X-Wing.

 

Em outra partida memorável, a segunda, joguei contra o Cavaleiro Imperial Thiago Meyer e seu inigualável swarm. Esta partida foi uma das mais difíceis da minha vida, pois se você vacila, o swarm te atropela rapidamente. Calculei o tempo para, faltando pouco menos de 10 minutos, fazer o engage, de modo que caso conseguisse matar alguma tie fighter, sairia na vantagem. Dito e feito, matei um Academy Pilot, e meu oponente não conseguiu dar dano em nenhuma defender… vitória por 12 pontos!

 

A terceira partida que entra para a história foi contra o Rafael Morganti, da Tenda do Blade. Ele vinha com uma variação de Palp Aces com Quickdraw, Ryad e a lambda com Palpatine. Trocamos lambdas, matei sua Ryad, ele matou meu Vessery, até que, após 1h15min, empatamos a partida, e fomos para o temido Final Salvo! Rolei 3 acertos, o Rafael rolou somente 1, e assim venci a terceira partida.

 

A quarta partida que fica na memória foi contra o jogador que acabou vencendo o Regional com score impecável, Rodrigo Denicol. Ele estava de Paratanni, e eu sabia que tinha que derrubar a Asajj ou o Fenn Rau rápido se quisesse ter chances. Consegui derrubar a Assaj em cerca de 3 turnos, mas na sequência perdi a Lambda. Trocamos tiros, posições, até que, no último ataque, o Fenn Rau a range 3 deixa minha Ryad com 2 de vida, e eu levo o ataque da Manaroo, também a range 3. Ele rola dois acertos, eu rolo blank, focus, focus, sendo que já havia gasto meus modificadores no ataque da Protectorate.  A partida se encerra com o placar de 64 a 40, e, apesar da derrota, foi uma das partidas mais bacanas que já joguei.

 

Nas quartas de final, infelizmente, fui atropelado pelo Dengaroo venenoso do Caio por 100 a 0; fiz o engage errado, ataquei o Dengar quando não deveria, e meu oponente realmente pilotou melhor. O campeonato terminava ali, mas eu estava satisfeito, pois havia passado para o cut em mais um regional, o 2 deste ciclo de 3. Faltava agora enfrentar a turma do UAI WING na casa deles, em Belo Horizonte…

 

 REGIONAL BH – 05/02/2017

 

E lá estava eu, jogando o terceiro regional pelo terceiro final de semana. Estava cansado, mas a viagem valeu a pena, pois jogar com os amigos de BH é sempre muito bom: Eles são, sem dúvida, a galera mais legal do X-Wing Brasileiro. Este seria um torneio menor, com somente 22 participantes, mas tão difícil quanto os anteriores – não tem mais bobo no X-Wing. Deste torneio, guardo 3 excelentes partidas, que por sí fizeram valer a viagem:

 

Eu nunca havia começado um torneio perdendo, e infelizmente, em BH, isto aconteceu. De cara peguei o Marcelo Dantas, um dos melhores jogadores mineiros. A partida foi pau a pau, com o Marcelo, dando um acerto crítico na minha Ryad, no último rolamento de dados da partida, e tirando a única carta que não podia vir – sim, Direct Hit! Seria uma batalha subindo a montanha, mas o jogo só termina quando acaba…

 

A outra que entra para a memória foi contra o Hamilton, com um swarm usando Backstabber, Mauler Mithel, Howlrunner e 4 Academy Pilots. Desta vez, adotei uma postura agressiva, e voei de frente para o swarm. Confiei nos dados, na capacidade das defenders de absorver ataques e não tomar dano, e venci por um placar bastante elevado, considerando o match-up: 100 a 29, tendo perdido, do meu lado, somente a Lambda. Nas matérias de math wing que iremos publicar, mostraremos o porque que, mesmo contra um swarm, a Defender leva vantagem… contra números calculados, não tem como negar! Com esta vitória, eu fazia 4-1, e passava em quarto lugar para o Top 8. Estava extremamente feliz: 3 regionais seguidos e 3 cuts, e se considerar o Regional meta Galápagos, em que eu ficara no Top 4, estava em 4 cuts seguidos!

 

A última partida que quero contar foi exatamente a que eu perdi, contra mais um Chiraneau, Vader, hotshot e ala, desta vez o Inquisidor, pilotado pelo Rafael Carneiro. O jogo foi bastante parelho, com, mais uma vez, a partida sendo decidida no último rolamento, com o Inquisidor acertando o dano que a Decimator precisava, na minha Ryad, para a matar e levar a partida (Ela estava com 1 de vida, eu infelizmente não havia conseguido a destruir no turno anterior, e minha Ryad estava com 2. O Inquisidor atacou, acertou 1, e no turno seguinte, Chiraneau atacou, eu defendi, mas ele usou o Darth Vader para aplicar 1 de dano em mim, destruindo a Decimator, mas me matando na sequencia). Vitoria do Rafael, mas uma extremamente suada, pois eu estava com a Ryad a range 1, e inevitavelmente mataria a Decimator. Jogão!

 

E assim eu encerrava minha campanha pelos regionais. Não venci nenhum, mas obtive boas colocações, e melhor, revi amigos antigos e fiz novas amizades. O que fica do X-Wing é exatamente isso, as amizades que fazemos. Claro, todo mundo quer ganhar um campeonato, mas de que adianta ser campeão e celebrar sozinho? O verdadeiro vencedor é aquele que não coleciona trofeus, mas sim faz amigos por onde passa.

 

Regionais 2018: Cheguem logo, pois quero viajar!!!

2 comentários em “De Coruscant a Endor, ou: Jogando 3 regionais em 3 semanas!

  • 04/11/2017 em 7:23 pm
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    Já tem a FAQ em português? ou a Galapagos não vai se dar ao trabalho de traduzir?
    existem “juízes oficiais” de x-wing no Brasil?

    Resposta

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