Fire in the Hole! (Cluster Mines)

Sempre que uma nova versão do FAQ de X-Wing é lançada o cenário competitivo é impactado de alguma forma. Muito se falou sobre a chuva de nerf’s que ocorreu na última versão do FAQ que entrou em vigor no dia 17/03/2017, poucos dias antes do tão aguardado Campeonato Nacional, o que deixou muitos pilotos bastante aflitos e indecisos sobre o que pilotar e com o que equipar suas naves.

Justamente pela grande polêmica a cerca dessa enxurrada de nerf’s, um singelo armamento que havia sido “bufado” nesta ou em uma versão anterior do FAQ (não me recordo bem) passou quase que totalmente despercebida pela maior parte dos jogadores. Eu estou falando da poderosa (antes nem tanto) Cluster Mines. Para os novatos de plantão segue abaixo a foto da “marvada”.

Figura 1 – Carta de upgrade Cluster Mines

Fonte: X-Wing Miniatures Wiki

Antes do buff cada piloto que sobrepusesse a base de sua nave a um token de Cluster Mines deveria rolar dois dados (por token sobreposto) e sofrer um hit em sua nave para cada resultado hit apresentado nos dados. Depois do buff o resultado crítico passou também a valer como hit na rolagem de dados da Cluster Mines, o que aumentou consideravelmente sua eficiência como mostra a tabela abaixo.

Tabela 1 – Dano médio esperado para as naves atingidas pela cluster mines, antes e depois de seu buff

Cenários Antes do buff Depois do buff
Nave passando por 1 token de cluster mines 0,75 1
Nave passando por 2 token’s de cluster mines 1,5 2
Nave passando por 3 token’s de cluster mines 2,25 3

Fonte: Autoria própria

As bombas, que já haviam começado a ganhar espaço no “metagame” com o lançamento da k-wing na wave VII (desconsiderei a TIE Punisher porque é pouco utilizada competitivamente), agora têm mais uma razão para não caírem em desuso tão cedo. Entretanto, é importante ter em mente que a utilização deste tipo de upgrade requer bastante prática e boa leitura de jogo. Um bom exemplo disso foi como o tri campeão mundial, Paul Heaver, fez para abater o Fenn Rau de seu oponente na final do “Naboo System Open” que ocorreu este ano.

Figura 2 – Momento em que a Miranda Doni de Paul Heaver detona duas Cluster Mines no Fenn Rau de John Grasser na final do “Naboo System Open”, 2017

Fonte: Carolina Krayts

Para ter mais uma noção do potencial das cluster mines vamos analisar algumas variações do cenário da Miranda do Paul Heaver tentanto derrubar o pobre Fenn Rau do John Grasser. Imagine o Fenn Rau com 2 hit points de vida e observem as probabilidades de abatimento do Fenn Rau nos diferentes cenários ilustrados abaixo.

Tabela 2 – Probabilidade da Marianda Doni abater em um único turno um Fenn Rau com 2 hit points de vida em diferentes cenários

Miranda atacando Fenn Rau com 2 de hull defendendo
Com 2 tokens de focus Sem token (situação do John Grasser )
Cluster Mines (1 mina sobrepondo) 25,0% 25,0%
Cluster Mines (2 minas sobrepondo) (situaçaõ do Paul Heaver) 68,8% 68,8%
Cluster Mines (3 minas sobrepondo) 89,1% 89,1%
TLT (range 2) (sem modificador) 5,4% 21,7%
TLT (range 2) (com 2 focos) 21,1% 52,2%
Arma primária (Range 1) e fora do arco do Fenn Rau (sem modificador) 15,6% 39,1%
Arma primária (Range 1) e fora do arco do Fenn Rau (com foco ou TL) 15,6% 39,1%
Arma primária (Range 1) e fora do arco do Fenn Rau (com foco e TL) 26,9% 60,35%
Arma Primária (Range 2) e fora do arco do Fenn Rau (sem modificador) 1,3% 6,1%
Arma Primária (Range 2) e fora do arco do Fenn Rau (com foco ou TL) 3,0% 13,7%
Arma primária (Range 2) e fora do arco do Fenn Rau (com foco e TL) 4,6% 21,5%

*Desconsiderando direct hit e o efeito da Sabine (crew)

Fonte: Autoria própria.

Nota-se que as maiores probabilidades de a Miranda Doni derrubar o Fenn Rau em um único turno correspondem aos cenários onde ela “droparia” duas ou três Cluster Mines sobre ele. Tudo bem que conseguir atingir uma nave de base pequena com 3 Cluster Mines é um tanto complicado e exige um nível quase místico de habilidade, mas acertar 2 nem é tão difícil assim.

No caso do Paul Heaver a oportunidade de “dropar” as Cluster Mines direto em cima de seu alvo dependia dele prever o movimento de seu oponente, pois o Fenn Rau havia recebido o crítico “Cabine Danificada” (Damaged Cockpit) e, portanto se movimentava primeiro que a Miranda.

 

Figura 3 – Carta de crítico Damaged Cockpit

Fonte: midtablexwing.blogspot

Sob condições normais é bem mais fácil conseguir atingir um ace com a Cluster Mines, pois o bombardeiro normalmente se moverá primeiro, o que a torna uma “arapuca” interessante de ser usada contra este tipo de piloto.

Vale destacar que não foi só o Paul Heaver quem fez bom uso de tal artifício, William Haigwood também foi campeão do “Hoth System Open” usando em sua lista uma Miranda Doni munida de Cluster Mines.

2 comentários em “Fire in the Hole! (Cluster Mines)

  • 04/11/2017 em 12:45 am
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    Ótimo artigo Gilvan, o arquétipo bombardeiro é o meu favorito dentro do X-Wing e a K-wing consegue se valer muito bem da carta Advanced Slam para fazer a dropagem corretamente.
    Outro ponto é que a Sabine, do lado rebelde claro, aumentou e muito a eficiência das bombas. Existe pela comunidade um certo receio de usar as bombas que dependem de rolagem de dados para serem eficientes mas a Sabine garantindo um hit já torna a aposta mais atrativa.

    Outro ponto é que a Cluster Mines é uma ótima limitadora de espaço. No regional passado usei a Miranda com CM/CN e EM e a Cluster conseguiu afastar os aces de perseguirem livremente a Miranda.

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  • 04/11/2017 em 4:37 pm
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    No império ainda falta uma nave com a mobilidade da K Wing para soltar bombas com eficiência.

    Resposta

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